H.T.P.C. - IV

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H.T.P.C. - IV

Mensagem  Admin em Seg Set 12, 2011 7:35 am

Atenção Professores: NÃO criem outro tópico (algumas respostas ficam "perdidas" possibilitando a ausência), respondam neste mesmo lugar, clicando no ícone postreply!

Muito se tem discutido sobre a dificuldade em "atraiar pedagogicamente" os alunos. Certas discussões não geram o resultado esperado: o professor não consegue dar aulas, não faz com que o aluno preste atenção. O Ensino não está em sua melhor fase, a desmotivação é total, em todos os gêneros e graus! Culpar a falta de materiais pelo desinteresse dos alunos pode ser uma desculpa, mas não é a realidade: por tantos anos não existiam materiais disponíveis e as aulas eram dadas - de fato.
O que se pretende, nesta semana, é encontar soluções reais para esta dificuldade que estamos encontrando: a falta de interesse dos alunos em "escutar" as nossas aulas.
Se você, professor, já pratica algum método infalível, torne a sua metodologia pública.
Procure ser criativo e, de fato, criar condições para que o melhor possa acontecer: o sucesso dos nossos alunos!

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Reflexões sobre método infalível...

Mensagem  Prof. Evaldo em Seg Set 12, 2011 2:54 pm

[justify]Quando paro para pensar a profissão de professor hoje em dia, concluo que é um trabalho que está se tornando cada vez mais difícil e estressante, principalmente quando se trata de trabalhar com adolescentes.
A motivação, o interesse e a participação dos alunos nos diversos níveis de escolaridade tem sido, hoje, uma das grandes preocupações de todos aqueles que estão diretamente ligados com a educação.
Quando entro na sala dos professores é comum ouvir queixas incansáveis de professores, nos quais eu me incluo, e vocês sabem caros colegas, tais como, falta de participação e interesse pelas aulas, ausência no cumprimento das tarefas, conversas entre colegas, ”passeio” pela sala durante as aulas, gritos, xingamentos do mais baixo calão, que tenho vergonha até de repetir, ignorando a presença do professor, que acaba tomando atitudes nem sempre aceitas pelos alunos e pelo corpo gestor.
Tânia Zagury em seu livro O professor refém: para pais e professores entenderem porque fracassa a educação no Brasil nos diz que “é verdade que o professor pode ajudar a despertar o interesse do aluno, mas existem muitos outros fatores que também devem ser levados em consideração, tais como: falta de material adequado, falta de apoio da família e falta de perspectiva para o futuro, pois o aluno está incluído num contexto que pode influenciar positiva ou negativamente. Portanto podemos perceber que apontar o professor como único responsável pela não participação do aluno é mascarar a realidade. Ignorar que por parte dos alunos, por razões sociais ou pessoais, não querem, não gostam de estudar, e muito menos de se esforçar para aprender, é igualmente ignorar que o ser humano é múltiplo e que cada indivíduo reage diversamente aos estímulos recebidos. E é ignorar também que, por muitas dessas variáveis, não podem ser superadas unicamente pelo trabalho do professor, por melhor que ele seja e por mais que trabalhe bem e se esforce muito.”.

Assim quando leio este fragmento do livro, percebo que a escola deve ser um ambiente em que todas as suas esferas (de gestores, coordenadores, professores, funcionários e pais) trabalhem juntas, mas infelizmente tenho a impressão que esse não é o propósito de nossa escola. Até agora fica somente o questionamento se as aulas são bem preparadas, se as estratégias estão sendo bem usadas pelo professor, mas infelizmente só isso não resolve, é preciso conversa , diálogo para que consigamos, enquanto escola, alcançarmos os nossos objetivos e será que temos objetivos? Coletivos, acredito que não, posso estar equivocado, mas acredito que não...E você?

Quanto à pergunta do fórum, no período da tarde, todas as estratégias que tenho usado acredito que não tem atingido os meus objetivos e os objetivos propostos pela Proposta Pedagógica do Estado de São Paulo, com relação ao período noturno, fico mais satisfeito, porque consigo ser ouvido, desenvolver todas as atividades que proponho, fazer uma boa discussão de um assunto, assistir a um filme para ilustrar o conteúdo, atividades que não consigo desenvolver no período da tarde. Mas também há a necessidade de conseguir fazer que o aluno frequente todas as aulas , porque o número de faltas é grande.
Se faz necessário, acharmos uma estratégia para que consigamos ser ouvidos, por isso gostei do tema , será que alguém tem essa proposta, porque adoraria usar em minhas aulas.

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MÉTODO INFALÍVEL?????

Mensagem  MARIA CLEUSA ANTONELI em Seg Set 12, 2011 5:41 pm

Gostei muito do tema pois, fiquei bastante reflexiva sobre o mesmo - método infalível. Questionei-me em primeiro lugar o que seria um método infalível e não consegui resposta. Questionei alguns colegas e também não consegui uma resposta. Conclui que se esse "tal método infalível" existe, desconheço e gostaria, sinceramente de aprende-lo, pois facilitaria meu dia-a-dia, não sofreria com a situação degradante que só a sala de aula oferece. Por mais que eu queira acreditar que uma aula de qualidade comece na sua elaboração, e por melhor que ela esteja desenhada no papel, a aplicação é o grande problema, por que na maioria das vezes, apenas o professor é responsabilizado (em todos os sentidos) pelo fracasso dos alunos e não podemos esquecer que se numa unidade escolar existem diversos cargos, é porque cada uma tem a sua importância e suas responsabilidades. O professor virou o vilão dentro da escola e também aquele que deveria ter a "poção mágica" para salvar a todos. O mais interessante é que, quando uma escola vai bem, principalmente nos indicadores, o professor é esquecido, surgem outros personagens para serem fotografados nas glórias, apenas o fracasso é de responsabilidade do professor. Se eu tivesse alguma receita, garanto que poderia vendê-la e assim ganharia muito dinheiro, porque conseguiria livrar a educação, num contexto nacional, do caos. O que faço é tentar desempenhar a minha função com muita seriedade, mas confesso estar difícil, quando muito impossível.
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Contextualização

Mensagem  Roberto em Seg Set 12, 2011 7:03 pm

Entendo que na década de oitenta/noventa em uma sala de trinta alunos, vinte e três eram totalmente interessados nas aulas e entendiam que a escola poderia fazer muita diferença em suas vidas; Dos sete restantes, talvez três apresentavam algum interesse pela escola e os outros quatro definitivamente não apresentavem nenhum interesse pelo estudo e não conseguiam perceber a importância da escola para suas vidas e grande parte destes, abondavam os estudos rapidamente. Isto tudo é claro, não dependendo de aulas contextualizadas ou não. Simplesmente alguns alunos estudavam e outros não. As aulas eram as mesmas para todos os alunos.
Hoje, de quarenta alunos de uma determinada classe, dependendo da sala, você tira uns dez, doze, alunos interessados e os demais frequentam por obrigação pois se tivessem opção, muitos não estudariam. É claro que há excessões.
Quanto mais o tempo passa, o interesse pela educação diminue para a maioria. Entendo que isto não depende de aulas mais ou menos elaboradas, e sim de uma cultura, da "massificação da educação", que abriu espaço para todos estudarem, todos inclui o aluno que tem vontade e o aluno que não tem vontade, que não quer, que vem pra escola contrariado, e em minha opinião, é impossível tentar ensinar quem não quer aprender.
Ao professor, cabe contextualizar o ensino o máximo possível, para que o aluno possa ver "onde" e "no que" esse ensino será importante em sua vida.

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Método infalível?

Mensagem  Silvinha em Seg Set 12, 2011 8:21 pm

Tratar o desinteresse dos alunos não é , absolutamente, um tema superficial e requer estudo e pesquisa tais, que nem mesmo os cientistas educacionais e sociais estão conseguindo explicar. Na minha humilde observação, temos que levar em conta os seguintes tópicos: anos de desvalorização da educação brasileira e dos profissionais da educação (basta comparar o salário de um professor que forma demais profissionais com outros salários!!!); sobretudo da educação púiblica em detrimento da particular e o paradoxo dos que atingem a universidade pública; a universalização só muito recente da educação básica e a falta de investimento em profissionais (há quantos anos nossa escola não tem um bubliotecário?). Tudo isso, somado às novas demandas sociais e as mudanças históricas tornaram a escola muito distante das nossas crianças e jovens. \não é um fenômeno mundial, é nacional. Acredito que só através da reeducação de nossa sociedade, sobretudo dos pais, poderá nos ajudar a mudar esse panorama. Evil or Very Mad Vejo que, apesar de muitas tentaivas de inovação e modernização, uso de tecnologias, o interesse é realmente outro. Nossa sociedade valoriza o ter em detrimento do saber e os relacionamentos tornaram-se descartáveis. Como mudar?
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Re: H.T.P.C. - IV

Mensagem  jessedarc em Seg Set 12, 2011 10:59 pm

O tema educação nos dias de hoje é bastante estudado, pesquisado e comentado, por ser de extrema importância na vida de uma pessoa, pois, através do conhecimento e de estudos, o indivíduo possuirá atributos para se desenvolver socialmente. O que muito tem se falado e divulgado pela imprensa são os problemas que atualmente se passam em sala de aula nos níveis de ensino fundamental e médio. Alunos desmotivados simplesmente ignoram a presença do professor, lhe faltam com respeito e não demonstram qualquer interesse pelo assunto proposto; sendo assim, o profissional da educação se sente menosprezado e não tem motivação em preparar uma boa aula, com a prévia sabedoria de que a sala não aproveitará o conteúdo a ser ministrado. Problemas como este vem degradando a educação do país e resultando em baixos índices de aprendizado, até mesmo agressões contra professores foram registradas ao longo desta década. Em parte, isso se deve à mudança ocorrida nos anos 90 no sistema de educação implantado pelo governo, denominada progressão continuada, no qual, o aluno da escola pública, não fica mais retido em nenhuma etapa dos anos letivos, e isso serve de válvula de escape para estudantes desinteressados e desprovidos do receio de retenção em determinada série, dando ao mesmo a autonomia de somente realizar o que quer em sala de aula, desfrutando de liberdade incondicional nos momentos de aprendizagem. É bastante importante explicitar que problemas como este não somente se sucedem em escolas públicas ou municipais, há problemas semelhantes também em escolas particulares, onde os professores têm de se esforçar para conseguir a atenção do estudante displicente e sem comprometimento, que muitas vezes não respeita a postura do docente. Considerando toda a tecnologia atual vigente, é fácil admitir que a TV, a Internet e todos os outros meios eletrônicos de comunicação, são concorrências desleais para a escola, os alunos atuais são extremamente dinâmicos e necessitam de uma atenção particular do professor neste sentido. A postura do professor em sala de aula, bem como suas artimanhas em articular o conteúdo teórico a ser ensinado com atividades mais dinâmicas e uma abordagem moderna são, sem dúvida, pontos de partida para a solução de problemas em sala de aula, tanto no sentido disciplinar (comportamento do aluno) quanto no índice de rendimento de conteúdos que serão aproveitados pelo estudante. Para um professor estar em constante aprimoramento de seu trabalho, é necessário que ele reconheça que uma formação continuada de suas respectivas qualificações é fundamental, assim, poderá colocar em prática suas ações e estratégias para manter a disciplina e respeito em sala de aula, e fazer com que o aluno se interesse pelo conteúdo a ser ministrado. De acordo com Liberali (1999), a auto-reflexão que o professor deve providenciar sobre seu trabalho, consiste em verificar quatro ações: descrever, informar, confrontar e reconstruir. Cortez (2003), apoiado em Liberali (1999) nos demonstra estas quatro ações. Segundo o autor, o momento de descrever, consiste no ato do professor relatar por escrito suas ações em aula, aqui, conseguirá de maneira eficaz fazer uma autocrítica de suas estratégias e objetivos traçados para certo conteúdo. No que diz respeito a informar, o autor relata que nesta etapa o professor vai em busca de teorias para embasamento e fundamentação da aula planejada. “A maneira como ensino demonstra qual a relação de poder existente na sala de aula” (CORTEZ, 2003, p. 225). O confrontar consiste em uma análise sobre postura e atitudes nos momentos do ato de ensinar, assim, o professor poderá chegar à conclusão se está de maneira correta, proporcionando ou não, o conhecimento e crescimento de seu aluno. Finalmente, há o reconstruir, que é o momento de encarar com maturidade e humildade que não estamos prontos/acabados, que estamos sempre em crescimento/mudança. É a fase de enxergar – sozinha e também com a ajuda dos participantes – que há lacunas em nossa prática que podem ser melhoradas/preenchidas, à medida que entendemos e aprendemos novas formas de agir (Cortez, 2003, p. 225). De acordo com Cortez (2003), a ação de reconstruir, é a consciência de que o professor nunca está totalmente preparado em todos os aspectos que engloba sua missão, é reconhecer que uma evolução de suas qualificações é de extrema relevância para a sua profissão. Em contrapartida, Sheppard (1974), propõe uma outra perspectiva e demonstra como ser um bom professor com cinco princípios diários, para que assim, o mesmo possa avaliar suas ações e métodos e não se perca em meio a seus planejamentos e objetivos, proporcionando a seus estudantes conhecimento com qualidade. Segue abaixo, a tabela contendo os princípios mencionados por Sheppard (1974), que podem subsidiar a missão diária do profissional de educação. As quatro ações mencionadas por Cortez (2003) apoiado em Liberali (1999) e os princípios diários propostos por Sheppard (1974), são ferramentas importantes às quais os professores devem levar em consideração para uma auto-avaliação. Uma reflexão proposta por Morais (1986) é bastante pertinente ao profissional; para o autor, o professor considerado indispensável é aquele que sabe ensinar a caminhada independente, ou seja, a sua própria dispensabilidade.

E assim faço ou tento fazer meu trabalho seguindo esses princípios, que são:
1) Descubra onde você se encontra: pré-teste.
2) Especifique aonde deseja ir: defina os objetivos.
3) Planeje uma viagem e desfrute-a: planeje e execute
um programa de ensino.
4) Determine para onde se dirige: avalie
continuamente.
5) Modifique seus planos de viagem, se necessário:
ajuste os programas de ensino.

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HTPC IV - ZEZINHO

Mensagem  Prof. Zezinho em Ter Set 13, 2011 10:16 am

O assunto é bastante abrangente e deve ser aprofundado no sentido de se encontrar caminhos para sanar as dificuldades. Não temos receitas prontas para o problema, acredito, que não basta os alunos escutarem ou assitirem nossas aulas eles tem que sentir , que aquilo que estamos passando tem algum valor prático para eles, senão continuaremos sendo repetidores de conteúdos, o que esta muito distante da função de educadores com a qual nos comprometemos, quando decidimos por esta profissão. Vejo, que não deva ser somente na sala de aula, mas nossos alunos não sabem escutar nada e nem niguém, é apregoado aos quatro ventos que precisamos dar limites aos alunos, mas o que percebemos quando paramos para conversar com eles, é que são vítimas de suas próprias HISTÓRIAS DE VIDA, repletas de faltas: Falta de de família, falta de carinho, falta de limites, falta de orientação, e com certeza falta de perpectivas para o futuro.
Em seu livro "Ensinar aprendendo" Içami Tiba trata do problema em sala de aula sintetizando que: "- aprender é como comer, quanto mais atraente for a aula, mais os alunos desejarão saboreá-la. O professor como o cozinheiro deve preparar a aula se preocupando com a palatabilidade. Vários fatores podem tornar a aula mais atraente: o humor, a clareza e o objeto que deve ser útil".
"Há na escola dois tipos de profissionais: os mestres e os professores. Os mestres transmitem, dividem a sabedoria e despertam o desejo de aprender. O professor impõe o aprendizado e cobra a matéria. Para ser um mestre é preciso entender o aluno, conhecer o ambiente em que se trabalha, sentir-se bem consigo mesmo, ser uma pessoa receptiva e ser capaz de atingir objetivos."
Gostaria de chamar a atenção para os tipos de alunos que encontramos no nosso cotidiano, bem como os tipos de professores que nos deparamos em nossas escolas: "Tipos de alunos: 1- o esponja: absorve tudo, mas não aprende; 2- o peneira: seleciona o que aproveitará da matéria; 3- o funil: anota tudo para repassar em casa; 4- o salteado: aposta na sorte, estuda qualquer coisa porque não sabe o que vai cair na prova; 5- o sorteado: acredita que vai cair algo na prova e só estuda aquilo; 6- o última-horista: só estuda em cima da hora; 7- o ausente de corpo-presente: faz outras coisas na aula; 8- o sintonia fina: capta qualquer coisa que não tenha haver com a aula; 9- o autodidata: apesar de não prestar atenção é capaz de aprender por conta própria; 10- o chupim: o aluno que cola e só assina o nome nos trabalhos; 11- o abelha: é o aluno que estuda rigorosamente."
" Tipos de professores: 1- um aluno faz a média: se um aluno tirar nota já basta; 2- super exigente: só começa a aula quando houver silêncio total; 3- estuprador mental: entra, explica a matéria e não dá espaço para o aluno; 4- o carrasco: exige mais do que ensinou; 5- o tanto faz: não se importa se houve aprendizado ou não; 6- o crânio: conhece a disciplina, mas tem dificuldade para se comunicar; 7- o vítima: não consegue se impor, é "zoado pela classe"; 8- o sedutor/seduzido: favorece e privilegia determinados alunos; 9- o crédulo: compreensivo, acredita em tudo que o aluno diz; 10- o super atual: abusa de novidades e assim desperta o interesse na classe; 11- o menção honrosa: é o professor ético, competente, relacionável e atualizado e que desperta no aluno o desejo de aprender."
Onde estamos nós e onde estão nossos alunos nesta lista de onze itens cada um: Será que é só o nosso alunos que precisa de mudanças?


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Motivação

Mensagem  REGINA MAURA em Ter Set 13, 2011 10:51 am

Para motivarmos nossos alunos à prestar mais atenção na sala de aula, precisamos desenvolver atividades contextualizadas - que possam envolver o seu dia-a-dia, através da valorização e do incentivo. Quando criamos um ambiente de respeito, carinho e interação, os alunos sentem-se mais preparados para "enfrentar" a sala de aula.

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HTPC IV Metodologia

Mensagem  Amanda em Ter Set 13, 2011 12:45 pm

Atualmente, a política educacional prioriza a educação “PARA TODOS” e a inclusão de alunos que, há pouco tempo, eram excluídos do sistema escolar por portarem deficiências físicas ou cognitivas.
Havia um grande número de crianças e adolescentes que apresentavam dificuldades de aprendizagem e que estavam fadados ao fracasso escolar, e isto fazia com que parassem de freqüentar as escolas, pois eram rotulados de alunos difíceis. Hoje, raramente se encontra uma criança ou adolescente “FORA” da escola, pois os investimentos feitos pelo governo, ou melhor, todos os tipos de “bolsas e auxílios” que são contempladas diversas famílias carentes e outras nem tanto, proporciona uma comodidade da comunidade, muitas crianças ou adolescentes que poderiam estar fazendo outras atividades ou inseridas em outras instituições são obrigadas a participar de um sistema de educação “para todos”. Por isso, antes era mais fácil trabalhar, pois mesmo sem materiais adequados, acabava ficando na escola quem tinha interesse, e tornava o ambiente mais agradável.
Sinceramente para quem trabalha no período da tarde a situação é muito pior, e não tenho nenhuma metodologia para propor, pois somente quando convivemos é que podemos sugerir algo. Como leciono para o ensino médio, períodos manhã e noturno, vou tentar explicar um pouco da minha metodologia nestes turnos. Nas salas temos diversos tipos de alunos, sei o nome de todos, tanto os bons como os ruins, e acredito ser isso importante, pois a criança ou adolescente sente que faz parte da sociedade – “eu existo”. Aluno bagunceiro fica dentro da sala, pois se ficar colocando para fora isso vira uma rotina, e depois fica impossível de controlar; digo isso, porque fiz isso algumas vezes com uns 3 alunos, não me dão sossego, e querem somente ficar no pátio em todas as aulas. Quando estão na sala sei ou pelo menos tenho noção do que estão aprontando, mas no pátio caso algo terrível aconteça, quem será o culpado?? Quando estou explicando faço perguntas aos alunos, e pergunto justo para aqueles que conversam muito, assim consigo um pouco da atenção da sala. O “olhar” para a sala nas explicações é importante, pois consigo identificar quem compreende, conversa, tem dificuldades etc, reconhecer se esse é o melhor método para abordar o conteúdo, ou se preciso utilizar outro para não perder atenção dos alunos que estão acompanhando.
Variação no tom de voz a qualquer exposição e explicações breves para os alunos não dispersarem. Com um tom de voz animado, recompensar positivamente com elogios ou mesmo um sorriso para aquele aluno que conseguiu completar certo número de atividades, não expondo para toda a classe, mas individualmente na carteira do aluno. Há salas em que tomar a atitude de elogiar publicamente é expor o aluno ao ridículo por alguns colegas. Infelizmente, a maioria das atividades é feita com a condição que será considerada como uma avaliação para fechamento de nota, ou seja, é um comprometimento aluno e professor, não é mais o “faço” porque quero aprender. Há situações que para controlar a sala é preciso ter uma postura autoritária, pois alguns alunos tiram sarro dos professores, e temos que ter uma resposta sensata para não cairmos no ridículo. Utilizo essas técnicas tanto no diurno como no noturno, algumas vezes dá certo, outras não ...
No dia-a-dia lidamos com situações muito difíceis outras impossíveis na escola. Precisamos ser professores, assistentes sociais, psicólogas, etc. Ter diversas funções em uma é bem difícil, pois temos nossos próprios problemas e conflitos. Gostaria de dizer que há 100% de aproveitamento das salas, mas infelizmente não é assim, muitos nem sabem meu nome, qual disciplina leciono, se é para fazer atividade, o que estão fazendo na escola, mas não podemos desanimar (isso é muito difícil), pois há bons alunos ainda, estes precisam ser motivados para ainda termos uma escola para trabalhar. Estamos perdendo estes sem fazer nada, precisamos lembrar do bom aluno, e não como está sendo feito, sempre as atenções para o aluno problemático. Eu tento motivar respeitando, dando atenção, sendo imparcial em algumas situações e autoritária quando preciso. É importante alunos e professores saberem quais são seus ofícios; respeito os alunos e a todos da unidade escolar. Alunos não são meus amigos, na sala tem que existe a relação professor e aluno, caso contrário fica impossível controlar diversas situações. Método infalível não existe, tentar é essencial, aprender com os erros importantes, saber assumir os erros uma dádiva ...

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Re: H.T.P.C. - IV

Mensagem  Jaqueline Alves em Qua Set 14, 2011 7:10 pm

Evidentemente os alunos não se interessam pelo aprendizado,por questões sociais e ignoram até mesmo a presença do educador em sala de aula.
Acredito que não exista um método "infalível" para despertar qualquer interesse nos alunos,mas acredito que possa haver diálogo,bom relacionamento,ambiente agradável e descontração moderada durante as aulas.Isso faz com que o aluno se sinta mais próximo de seus professores e mais seguro para expor suas opiniões e iniciar o hábito de interação com seus colegas.
A criatividade,o conhecimento amplo,o diálogo e interação não são métodos "infalíveis",mas são adequados e acredito que seja o ínicio para uma mudança significamente positiva na educação.

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Método Infalível ?...

Mensagem  Elza Terezinha Bortolo em Qui Set 15, 2011 1:28 pm

Método infalível é uma ilusão, pois se tivéssemos algum não estaríamos passando por esta situação calamitosa que é a educação hoje. Posso dizer que contrário dos alunos que só sabem usar palavras de baixo calão, desrespeitar seu semelhante e a si mesmo, ajo com muita educação em sala de aula, além de os tratar pelo nome, também solicito a participação de todos durante as atividasdes desenvolvidas e tento valorizar cada palavra que dizem, estando ela de acordo com o assunto em estudo, de uma forma democrática e dialógica. Mas, mesmo assim, alguns alunos ignoram a presença do professor e não fazem nada, ou seja, fazem, conversam e atrapalham os colegas que querem estudar. Isto é o que se chama escola para todos.[justify]

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RE:HTPC IV

Mensagem  ANA BARROS em Qui Set 15, 2011 2:14 pm

Não,infelizmente não tenho um método infalível para trabalhar,estou procurando por um.Realmente antigamente as aulas eram dadas de fato,mas existia um grande diferencial que não vejo há muito tempo:o RESPEITO pelos professores e também pelos gestores.Acredito que o problema seja mais social do que pedagógico.Famílias desestruturadas é o nosso grande vilão. Sad

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Método infalível...

Mensagem  Clemira Bueno em Sex Set 16, 2011 12:13 am

Muito se comenta sobre métodos para que a educação de nossos alunos se tornem realidade. Embora um pouco complicado, tento fazer minha parte como educadora já que, muitos deles já chegam até nós desmotivados por falta de estrutura familiar e até sem preparo algum para acompanhar os conteúdos propostos na série que estão cursando. Procuro nas aulas despertar o interesse de todos, mas percebo que a cada ano que passa eles estão ficando mais distantes do "querer aprender", pois na sala de aula eles fazem de tudo, menos prestar atenção no conteúdo ou nas discussões dos temas apresentados. Mas quando surgem as oportunidades e estão concentrados, procuro discutir os temas propostos de forma mais ampla e atingir os objetivos. Sempre que posso, procuro dialogar com eles sobre a importância do saber em um mundo tão amplo e cheio de inovações!

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MÉTODO INFALÍVEL ...

Mensagem  Márcia Abrão em Sex Set 16, 2011 7:40 am

Há um pensamento que diz: "Quem dera o jovem tivesse a experiência do idoso e o idoso a idade do jovem". Tudo seria perfeito, mas não é bem assim. Com a educação é a mesma coisa. Queremos que o nosso aluno aprenda como aprendemos, como nos dedicamos na nossa época da escola, mas hoje a realidade é bem diferente. Leis defendem mais direitos do que deveres a essas crianças e jovens que, sem o exemplo e atenção vindos de casa, acham-se "donos" do próprio nariz e capazes de agir como adultos sem preceitos e valores. Nesse ambiente está perdido o professor que, no desejo de ensinar, se depara com um alunado sem nenhum respeito pelo seu "mestre".
É muito triste esta situção e sinto que, após muitos anos no exercício do magistério, o ânimo às vezes me falta, e percebo que, quanto mais desânimo demonstro ter, mais os alunos se desiteressam pelas aulas. Creio que o pensamento positivo que nos mantém em pé a cada dia (pois enfrentar uma sala de aula hoje não está fácil) e os poucos alunos interessados que ainda nos restam é que nos dão a "força" necessária que precisamos para continuar nosso árduo trabalho. É preciso amadurecer para crescer, e a idade de nossa clientela está muito longe disso. Gostaria de achar a solução sobre esse método infalível, mas a minha no momento é força e pensamento positivo.

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Metodo infalivel

Mensagem  Milena Bergamo Thomazella em Sex Set 16, 2011 9:07 am

Não tenho um método infalível pois mesmo se tivesse seria difícil trabalhar em sala de aula, dou atividade diferente, mas os alunos não se interessam, pois eles não pensam em ter um futuro bom melhorar de vida, a minoria pensam em algo melhor para sua vida. E se fossemos perfeitos e teríamos a formula perfeita para tudo em nossa vida, não seriamos de carne e osso estamos nesta vida para aprender com nosso erros e melhorar a cada dia mais. Smile
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Re: H.T.P.C. - IV

Mensagem  Caetano em Sex Set 16, 2011 11:03 am

O que podemos considerar como método infalível? Existe em outro segmento qualquer da sociedade, dos empreendimentos comerciais algo infalível, uma aula infalível como agir para que tal seja assim?
Estamos acostumados a ouvir que tal professor é mestre em determinado assunto, que suas aulas são show, mas em quantos assuntos isso acontece para qual clientela isso acontece?
Método infalível jamais conseguirá em minha opinião, pois apesar de termos um ótimo material didático, termos a liberdade de escolhermos nossas salas, nossos alunos receberem todo material disponível (acredito que seja um erro, pois sequer a maioria dos pais dá valor a isso) uma aula infalível vai muito mais alem, porque precisamos do mais importante: a família, que hoje é degenerada sem nenhuma estrutura, com nenhuma responsabilidade educacional sobre os filhos, alunos sem projetos educacionais, principalmente no ensino médio onde jovens freqüentam a escola simplesmente como um encontro social, e nossas crianças que nos são entregues semi analfabetas em todas as disciplinas, pois não sabem ler, escrever e muito menos aplicar as quatro operações fundamentais da matemática. Hoje a tecnologia nos deixa de mãos atadas, pois os celulares e aparelhos eletrônicos de ultima geração que possuem (que na maioria das vezes nem nos mesmos temos) nos engoliram e junto com a lousa e o giz somos sucatas sem nenhum valor.
Para que um projeto (aula) se torne infalível, precisamos muito mais de giz e lousa e qualquer material didático que seja, precisamos de todo comprometimento dos setores envolvidos na educação, pois nos professores precisamos deixar de sermos pajes de crianças e babas de adolescentes, pois devemos ser sim formadores de opiniões, devemos trabalhar nossos conteúdos, deixar a responsabilidade de boas maneiras para os pais. Somos cobrados pela sociedade de nossas faltas, das notas baixas dos nossos alunos, enfim o professor é sempre o vilão da educação, principalmente para alguns superiores que na maioria das vezes fazem qualquer acordo para deixar a sala de aula e se esquecem rapidinhos de como era ser professor.
Tenho plena convicção de que algo deve ser feito e rapidamente, mas por todos os setores e não mais uma vez jogar tudo nos ombros do docente, enquanto a família que deveria ser a maior interessada na educação do filho somente aparece na escola quando sente que o filho esta sendo “prejudicado” para brigar com professores e direção, e muitas vezes sequer sabe a serie em que o filho está matriculado. Hoje o número de alunos interessado em aprender infelizmente é muito pequeno por mais que nos professores na grande maioria muito responsáveis de suas atribuições nos esforçamos.
Já tentei várias atitudes para fazer com que meus alunos se interessem um pouco mais pelas aulas, mas confesso que estou perdendo o estimulo para a pouca retribuição que tenho em todos os setores.


Caetano

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Método Infalível? Onde?

Mensagem  Lucélia Rosa Franzoni em Sex Set 16, 2011 1:14 pm

Não tenho nenhum método infalível, infelizmente!!! Caros colegas, se alguém tiver peço socorro!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Sad
Eu procuro fazer o que posso em sala de aula para chamar a atenção dos meus alunos, sou educada com eles, chamo-os pelo nome, tento fazê-los se interessarem pelas aulas, mas está muito difícil e quase sempre saio da sala frustrada por perceber que a maioria deles não está nem aí para a aula, alguns ficam até de costas para o professor, ignorando a sua presença Sleep Twisted Evil . Tenho plena consciência de que são jovens, que têm outra cabeça e mesmo assim dou abertura para que possam se expressar e eu tentar entendê-los, mas parece que está havendo uma inversão de valores muito grande, onde alguns perderam ou sequer têm noção do que é respeito, dedicação e a importância dos estudos; talvez até esteja faltando um pouco mais da presença dos pais em suas vidas, com o propósito de orientá-los ainda em casa para que tenhamos um ambiente mais saudável dentro da escola, pois sabemos que os valores principais de nossas vidas nos são passados, em primeiro lugar, dentro do nosso próprio lar. drunken Rolling Eyes

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Ensinar nos dias de hoje

Mensagem  Angela Rigotto em Sex Set 16, 2011 3:04 pm

Ensinar qualquer disciplina, é algo que se realiza em dado contexto ou circunstância, pois responde a perspectivas sociais e culturais dinâmicas e não a concepções estáveis e absolutas.
Ensinar Matemática neste inicio de século XXI é diferente de faze-lo em outro momento ou lugar, e depende tanto de como isso se fazia em um passado recente quanto das modificações pelas quais passou e esta passando a nossa educação.
Só aprende dominar linguagens quem faz uso delas, a compreender processos e fenômenos quem os investiga, a enfrentar situações-problema quem é desafiado a isto, a construir argumentações quem as constroem e elaboram proposições quem as elabora.
Por isso, nos professores ou somos capazes de motivar e mobilizar nossos alunos para a manifestações, a investigação, a diagnóstico, argumentação e a proposição ou estaremos fazendo insuficientemente nosso trabalho.
Diante de nós esta o desafio de saber como fazer isso, com dezenas de alunos numa classe, se o que aprendemos foi discursar para eles, como nossos mestres discursaram para nós.
Como são outros os tempos, a nós também não basta repetir automaticamente o que aprendemos, precisamos dominar novas linguagens, compreender novos processos, enfrentar essa situação-problema, argumentar em torno dela e propor o que deve ser feito.

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Metodologia.

Mensagem  Roberta Altrão da Silva em Sex Set 16, 2011 4:50 pm

“Método infalível” em sala de aula? Uma fórmula capaz de prender a atenção de todos os educandos e fazer com que absolutamente todos eles aprendam e compreendam os conteúdos de uma forma satisfatória? Sinceramente....isso não existe! Aliás, penso que nunca existiu esse método.
Hoje, falamos muito que o professor é desvalorizado... e é mesmo. Dentro da escola as razões para sucesso e fracasso escolar são, na maioria das vezes, atribuídas a nós. Se os resultados são negativos, se uma turma não atinge os objetivos esperados, a culpa é do professor, que não controla a turma, que não consegue ensinar, que não tem capacidade para prender a atenção dos alunos e manter a disciplina. Se os resultados são positivos, nosso trabalho é deixado de lado e, não ouvimos: “nossa professor, seu trabalho tem dado bons resultados em tal turma”.
Fala-se também que a “escola de antigamente é que era boa”. Será que era mesmo? Porque em muitos casos a disciplina era conquistada por meio de castigos severos, da palmatória, da falta de liberdade dos alunos que, na maioria das vezes temiam o professor; vale lembrar que silêncio não é sinônimo de aprendizagem (embora ajude!). Não que eu concorde com o excesso de liberdade, falta de respeito e desinteresse que temos na escola atual. É necessário que se encontre um meio termo. O problema é que hoje, a nossa clientela, na maioria das vezes, carece de estrutura familiar, educação, respeito, atenção. Alguns não sabem sequer como tomar banho de maneira adequada. Então, muito de que deveria ser responsabilidade da família, tem sido transferido para a escola. Assim, tornou-se, de certa forma, função do professor ensinar a sentar-se corretamente, a manter bons hábitos de higiene, a respeitar o próximo etc. A inversão de papéis tem sido cada vez maior. A escola tem recebido alunos despreparados e o professor, para conseguir prender a atenção deles, tem que fazer um verdadeiro malabarismo na frente da sala: ele precisa controlar a indisciplina, manter a ordem, escutar o que os educandos têm a dizer, ensinar valores, ser “amigo”, “psicólogo” e ainda passar o conteúdo.
Não existe uma fórmula magia infalível para ensinar. Cada professor desenvolve a sua metodologia, de acordo com cada turma, afinal, o que dá certo numa sala, nem sempre dá certo em outras. A metodologia adotada e desenvolvida reflete as concepções e visões desse educador. As atividades que propomos, o modo como avaliamos e lidamos com nossos alunos evidenciam a forma como interpretamos a realidade que nos cerca. É nossa função exerc ermos nosso trabalho com respeito e responsabilidade, preparar as aulas, tratar bem os nossos alunos e procurarmos métodos que prendam a atenção deles e os auxiliem no processo ensino-aprendizagem, porém, devemos ter consciência de que métodos infalíveis não existem em educação. O que devemos fazer sempre, apesar disso, é tentarmos!

_leituras complementares:
http://www.webartigos.com/articles/31702/1/O-PROCEDER-EM-SALA-DE-AULA-DIDATICA-METODOLOGIA-DIDATICA-METODO-OU-TECNICA-DE-ENSINO/pagina1.html
http://portal.uninove.br/marketing/cope/pdfs_revistas/dialogia/dialogia_v2/dialogv2_vivaldosantos.pdf
http://www.franca.unesp.br/oep/Eixo%203%20-%20Tema%201.pdf

Roberta Altrão da Silva

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Atenção dos alunos

Mensagem  Jair Rosa Junior em Sex Set 16, 2011 5:26 pm

Muito interessante o tópico "Método infalível para levar o aluno a prestar atenção às aulas do professor". Fico a refletir se existe qualquer método que seja infalível diante da diversidade que constitui a escola? E, memso não acreditando que exista método no qual não exista a possibilidade de haver falhas, utilizo-me de meios para conseguir, com o máximo de eficiência, a atenção dos discentes.
Primeiramente, busco estabelcer um relacionamento com os estudantes no qual cada um sinta-se acolhido e percebido no ambiente da sala de aula, fornecendo-lhes o máximo de atenção. Acredito muito nos "atos de espelhamento": se a pessoa se sente percebida e acolhida, vai querer demonstrar que também percebe e acolhe o outro.
Procuro, também, me inteirar da vida dos alunos, de forma ética, para que eu possa propor atividades que sejam consoantes, que consigam ir de encontro com as vivências deles, pois, desse modo, o processo ensino-aprendizagem torna-se interessante e as possibilidades de o estudante prestar atenção nas aulas ministradas pelo docente tornam-se maiores.
Em suma, creio que estabelecer vínculos saudáveis com os estudantes seja a melhor maneira de conseguir sua atenção, permanecendo atento às necessidades, expectativas e devolutivas de cada um que se encontre na sala de aula.

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Indiciplina, como resolver

Mensagem  Rose A.Contadini Dessotti em Sex Set 16, 2011 6:37 pm

Estou tomando como base a 7º série C - período da tarde desta Escola.
Fechar os olhos para a indiciplina de dentro e fora da escola só dificulta as relações entre professores e alunos desta sala e traz reflexos negativos à aprendizagem.
Os estudantes desta sala não vêem sentido na instituição e, em vez de perceber o lugar como sendo de todos, consideram que ele é de ninguém.
Democratizar a escola é o único caminho, a meu ver, para se tentar uma solução amigavel. Um bom começo seria desenvolver um trabalho de escuta para perceber o que acontece de fato na vida destes adolescentes.Poderiamos tentar mais diálogo, do que repressão, para ver se dá certo.
Esta classe já começa o ano reproduzindo os estigmas e as discriminações que vem carregando desde a 5ª série. Ai, ao falhar na função de ensinar, nós como professores, afastamos ainda mais estas crianças e acho que cometemos uma das nocivas formas de violência, a discriminação.
Considero-me uma boa profissional. Tentei não desanimar com relação à esta sala. Fiz um planejamento diferenciado, com matemática lúdica, filmes, videos, brincadeiras, dasafios. Tentei mudar as estratégias de ensino e traçar um caminho seguro para descobrir em que medida as dificuldades destes estudantes eram decorrentes da atitude dos professores e da escola em relação a eles.
Tentei avaliar meus preconceitos e dotar uma postura diferente, acreditando nestes jovens. Nada deu resultado...
O sinal de alerta piscou quando 90% da classe não estava se interressando por nada que era proposto e, pior, os alunos começaram a praticar atos de violência contra o prédio da escola e também contra eles mesmos.
Fiquei arrasada, tentei até abandonar a sala.
Mas,já que não possoa fazer isto, estou pesquisando para tentar escontrar uma solução- se é que ela existe neste ponto que chegamos.
Penso, neste momento, que os gestores desta escola também já sabem que medidas tradicionais, a médio e longo prazos, não são suficientes nem atingem os pontos centrais dos problemas destes alunos.
Poderiamos tentar uma práxis cidadã e seguir alguns procedimentos de gestão participativa como, por exemplo, o de ouvir todos os segmentos envolvidos com os alunos desta classe, e, em especial, os próprios alunos.
O segundo passo é o de explicitar as contradições existentes na escola com relação a estes jovens.
O terceiro passo seria o de trabalhar as contradições existentes dentro da própria 7ª série C, para que possamos propor melhorias para as relações entre eles.
Poderiamos organizar comissões para aprofundar as discussões dos problemas apresentados por eles e pelos professores em relação a eles.
Os gestores poderiam tentar fazer funcionar as regras e as Normas Regimentais da Escola para tentar impor limites, sem repressão ou agressão.
Chamar os pais e pedir que observem a conduta dos filhos em sala de aula- é preciso ter os pais como parceiros-poderia ser uma boa pedida.
Deviamos também, promover palestras e pedir aos estudantes que apontem medidas para apaziguar os ânimos.
Não é e nem será fácil erradicar a indiciplina nesta classe, por serem suas causas complexas e de caráter estrutural( familiar), no entanto, acho que é possível e necessário controlar alguns dos mecanismos que a geram, reduzindo seus efeitos.

Rose A.Contadini Dessotti

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Método infalível? Existe algum?

Mensagem  Eliana Moreira de Mattos em Sex Set 16, 2011 7:55 pm


Se existe. Ainda não encontrei...

Está muito difícil trabalhar com esse alunado que perderam o respeito e o interesse, até mesmo nas aulas de educação física , eles só querem saber de jogar futebol...
Mesmo assim como dizem: - ”a esperança é a ultima que morre” , vamos esperar quem sabe um anjo desce do céu é dá este método infalível que estamos precisando.
Enquanto isto não acontece, vamos trabalhar com aulas diferenciadas e mais expositivas, e acreditar naqueles poucos alunos que ainda tem algum interesse.

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Metodo infalível...a esperança de todo educador.....

Mensagem  Cássia Mendes em Sex Set 16, 2011 8:40 pm


Educar é colaborar para que professores e alunos - nas escolas e organizações - transformem suas vidas em processos permanentes de aprendizagem. É ajudar os alunos na construção da sua identidade, do seu caminho pessoal e profissional - do seu projeto de vida, no desenvolvimento das habilidades de compreensão, emoção e comunicação que lhes permitam encontrar seus espaços pessoais, sociais e profissionais e tornar-se cidadãos realizados e produtivos. Atualmente a maior dificuldade é despertar o prazer de sonhar em nossos alunos. Podemos perceber alguns focos da queixa: o aluno, seu desinteresse ,decorrente da tecnologia a que tem acesso fora da escola; os meios de comunicação, a sua influência negativa; a família, não cumprindo seu papel; a escola, que não apóia o professor; a sociedade, sua (des)organização; e, depois de um certo tempo, chega-se a colocarem questão a própria relação pedagógica. Só por este breve levantamento, podemos ver como o problema de se conseguir dar uma excelente aula está ligado a uma série de outras questões; não dá para falar de desmotivação de uma forma isolada em relação à realidade maior. Porém muitos critérios e posturas de nós profissionais da educação precisam ser repensados e, conseqüentemente, reformulados para obtermos sucesso em todo contexto escolar.
Diante desse olhar, é fácil concluir que não possuo uma fórmula mágica para uma aula infalível, mesmo porque esta é a minha primeira experiência como professora. No entanto, procuro me aproximar dos alunos “tachados” como problemas para conquistar a sua confiança e tentar despertar motivá-lo não apenas em minha aula mas em sua vida escolar, pois o aluno bom já tem plena consciência de quanto a educação fará diferença em sua vida. Contudo sei que com tantas dificuldades que temos isso ainda é pouco, precisamos avançar mais!!!

Cássia Mendes

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Re: H.T.P.C. - IV

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